sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Deolinda - Que Parva Que Eu Sou



Ainda que sabendo que pouco há quem visite este blog, não posso deixar de exprimir aqui o meu desânimo e desalento.
Com sucesso e toda a razão este grande grupo lançou esta canção que tem a letra com a maior pertinência de toda esta geração, no entanto, nós, esta geração, estamos a deixar passar completamente ao lado o nosso lugar na história!
Comenta~se que tudo o que dos anos 80 é bom, mas então e será só a música, a escrita e a restante arte? serão só as contruções, os carros e os movimentos de defesa de direitos que então surgiram?
Então e nós!? Sim, nós os jovem de 80's e até os de 90's que agora começam a sentir também o que é o Mundo real, ou surreal por assim dizer!? Esses não prestam?
Será que não nos sabemos afirmar como aqueles que combateram por ideais que não eram os deles, ou que defenderam com garras aquilo em que acreditavam? Será que nós que temos todo o conhecimento tecnológico e as ferramentas de conhecimento ao nosso dispôr, nada iremos fazer?
Vamos continuar a queixar-nos e assobiar para o lado sempre que nos vão ao bolso ou nos levam à precariedade, com a mentalidade de "podia ser pior"!?
Porque não se juntam as 3 décadas mais prejudicadas, e lado a lado se começa a construir algo melhor? Venham os 70's, os 80's e os 90's e todos na rua, algo se conseguirá!
O que pode piorar? Nada!
O que temos a perder? Nada!
Não é com drogas, nem com bebidas ou greves com horário de função pública, que se consegue chegar a algum lado, é com acções e lutas continuadas, com garra e vontade!
É hora de mostrar que existimos e somos mais que estatistica!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Á beira-rio contigo

Sentamo-nos naquela esplanada beira-rio, outrora de outros amantes, hoje nossa, olhamo-nos...

Entrecruzamos as mãos...

Sorrimos!

Ambos sentimos a mesma coisa, aquelas borboletas, aquele arrepio...

Ambos sabemos o que é o Desejo, o que é o Amor!

Queremos continuar ali, esquecemos o que nos rodeia!

Somos nos e apenas nós, nada mais...

Beijamo-nos demoradamente, não resistimos, o fogo apodera-se...

Queremos ficar apenas juntos, que o Mundo pare, mas ele teima em seguir o seu rumo...

Decido então... A hora é essa...

Nada me levara a mudar de ideias!

Ajoelho-me, do bolso sai a reluzente surpresa e aguardo o teu embasbacado "sim"...

Declaro-me de novo, sei o que quero, sabes que o quero!

Sei que o sentes, sei que o queres...

Beijo-te e rumamos ao altar-mor...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A ti e só a ti!

Sento-me de garrafa vazia na minha frente, não busco mais respostas naquela garrafa, nem no copo que outrora a acompanhou, busco agora as respostas nos astros, aqueles que dizem ditar o futuro e o passado, bem como o presente… Busco ali as respostas às dúvidas que me assolam, às questões que ainda não coloquei!

Revejo a dor já sentida, vejo-a ao longe e deixo-a ir, sinto-me leve, deixo para traz toda a réstia de mágoa, sorrio e ergo-me!

Toda a dor passou, a incerteza voou, e a confiança ficou!

Descobri, por entre buscas incessantes aquela que me faz levitar, aquela que me faz sonhar!

Tu! Sim, tu e só tu!

É a ti quem quero, é contigo que sonho!

É a ti que amo!

domingo, 24 de outubro de 2010

Força!

Força de sentir e viver,
Lição de força!
História de vida!

A surpresa abateu-se sem aviso,
A reacção foi rápida e sem pestanejar!
O sorriso não se perdeu!

Força de sorrir,
Lição de vida!

Obstáculo atrás de obstáculo,
Sorriso sem esmorecer!

Lição de Vida!
Força de viver!

Sucesso atingido,
Sorrisão realçado!!!

Recordação futura

Recordo naquele o sonho tido,
A emoção vivida! O pensamento tido!
Recordo-te...
Quero-te por perto, de uma forma intensa,
Sentir-te por perto, tocar-te...
Quero-te!
Olho de relance, vejo o futuro...
Imagino o que será... Como será...
Sorrio!!!
Lugar esquecido,
Lugar escondido...
Sentimento fluído e escondido...
Sentimento sentido! Não esquecido...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ao longe

Vejo-te ao longe, bem ao longe...
O coração acelera, a adrenalina... dispara!
Apenas vejo um vulto, mas sei que és tu... sinto que és tu!
O Vulto é inconfundivel!
Já não és um vulto, és agora um sorriso!
Sorris para mim, quero abraçar-te... Correr para ti!
Quero tocar-te...
Abraçar-te mais... e...
Ai como quero!
O que quero!?
Roubar-to... senti-lo...
Esse beijo...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pensamento vs tempo

Penso...
Penso... Penso e repenso...
Penso com o intuito de solidificar o que penso…
Penso no pensamento que me acompanha sempre que nela penso!
Penso…
E Repenso…
E Volto a pensar….
Perco o tempo precioso perdido no pensamento!
Peço ao tempo que volte atrás… Não! Peço que avance!
Sim! Peço-lhe que avance até ao capítulo em que lhe digo…
O que lhe digo!? Tudo… Tudo quanto penso…
Quanto receio…
Falo…
Digo…
Explico…
Aguardo…
Roubo!?
Sim roubo… Roubo o que há muito penso roubar! Sinto-os!
O que sinto!?
Sinto seus lábios, doces, suaves…
O que roubo!?
Seu beijo há muito desejado!
Aguardo…
Anseio…
Desespero…
O silêncio…
Ai silêncio! Esse eterno pesar…
Aguardo um sinal… um gesto… Uma reacção…
Não penso mais!
Agora sonho!
Sonho com o momento desse roubo…
Não me deixas roubar, dás-mo!
Fico estupefacto! Fico feliz!
Tempo peço-te que recues!
Agarro o momento e recuo até hoje…
Corro para ti! Para teus braços!
E dou-te aquilo que queria roubar…
Meu coração… Meu beijo...
Sorris para mim!
Sorrio-te e saímos de mão dada!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

passo a passo

Meu caminho vai sendo feito, passo a passo,
Vou regendo por minha vontade e meu ímpeto, meu destino!
Vou vogando ao sabor da corrente, ao sabor do sentimento…
Imagino o sabor… Nada mais posso fazer…
Recordo aquilo que imaginei…
Imagino quanto poderia ser!
Vou correndo lentamente para os braços de quem queria quedar-me…
Decido! Reajo! Paro!?
Indecisão… Dor de ser!
Arde só de pensar…
Dói de querer!
Passa o comboio e jogo-me,
Julgo-me! Culpo-me!
Quero o que não tenho,
Não tenho o que quero…
Quero aquilo que quero e…
Tê-lo!? Consegui-lo!? Um dia quiçá…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

viagem sem rumo a duas mãos

Sigo numa viagem sem rumo...
A indecisão vai pautando o caminho, o destino vai sendo traçado passo a passo! Sigo errante e sem ideal, quero apenas ir... Ir por ir, e não ficar! Sem rumo, balanço. De um lado para o outro, tento vislumbrar o meu caminho, a minha luz. A estrada que fica para trás é sempre menor que a que está por vir... Quero ir à descoberta, fazer algo de novo, inovar, descobrir e redescobrir! Rasgo o meu peito com quês, esquadrinho a minha mente, esgravato a minha alma… procurando, achando…
Quero ser eu, eu e mais eu! Quero encontrar quem assim o seja, quem ali esteja!
Corro, abrando, vou passo a passo, vou andando!
Vou nadando e remando!
Sigo pelos elementos com a determinação divina de um ser humano, resgato-me das garras do tédio e da rotina! Agarras-me ao caminho já trilhado, contigo…
Reajo a cada intempérie... e... luto, como se cada luta fosse aquela que me conduz à derrota final! Triunfo! Desembainho meu sorriso, ergo novamente as forças, e sigo, por essa estrada com forças renovadas e retomo cada desafio! Dois passos à frente e um atrás…
Porque eu… sigo nessa viagem sem rumo!

Vitor Lopes e Catarina Alves

Viagem sem rumo!

Sigo numa viagem sem rumo...
A indecisão vai pautando o caminho, o destino vai sendo traçado passo a passo! Sigo errante e sem ideal, quero apenas ir... Ir por ir, e não ficar! A estrada que fica para trás é sempre menor que a que está por vir... Quero ir à descoberta, fazer algo de novo, inovar, descobrir e redescobrir!
Quero ser eu, eu e mais eu! Quero encontrar quem assim o seja, quem ali esteja!
Corro, abrando, vou passo a passo, vou andando!
Vou nadando e remando!
Sigo pelos elementos com a determinação divina de um ser humano, resgato-me das garras do tédio e da rotina!
Reajo a cada intempérie... e... luto, como se cada luta fosse aquela que me conduz à derrota final! Triunfo! Desembainho meu sorriso, ergo novamente as forças, e sigo, por essa estrada com forças renovadas e retomo cada desafio!
Porque eu, sigo nessa viagem sem rumo!

Passeio na noite escura!

Sento-me e deixo-me levar por essa noite escura, não há luar, apenas bréu! Os pensamentos elevam-se e deixam-me no patamar do limbo, onde só podem surgir decisões, ou ainda mais indecisões, como é hábito! Vou deambulando entre decisões e indecisões, passeio à beira-mar, onde busco essa força, onde tento encontrar clareza... Onde me tento encontrar!
Oiço repetidas vezes "nunca se sabe o dia de amanhã", e os contextos são sempre similares, mudam as personagens principais... Tremo de ouvir tal expressão! Então e o que sei!? Onde fica o hoje, se o amanhã pode ser distante!?
Os pensamentos ressoam e misturam-se...
Levanto-me e caminho! Imagino quem me poderia acompanhar nessa caminhada... Os rostos são turvos, as silhuetas dispersam-se no escuro... Não sei quem é minha companhia, mas... Estou acompanhado, por mim... pelos meus pensamentos e ensejos...
Vou seguindo por esse caminho, ao longe vejo o luar! Sigo pelo caminho iluminado, agora a noite parece sorrir-me...
Vou caminhando e seguindo o meu caminho, em busca...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Imagino-me à distância de uns anos, faço o retrato da idílica vida que teria nos dourados anos de descanso... Componho a fotografia mental do escritor que não sou, grisalho como não chegarei a ser, escrevendo à janela, naquela casa térrea que não terei, com a bela paisagem bucólica de prado e mar que existe apenas nesse sonho não realizável!
Vejo-me, fitando o horizonte, recordando os momentos passados nessa vida que não é a minha por ainda não ter acontecido... Olho o prado onde os pássaros voam livremente e de relance, o mar, batendo na escarpa onde a janela fica...
A ideia da recordação ainda não vivida, surge como um turbilhão... penso recordar momentos passados na tranquilidade do lar, com a companhia de uma vida, com as alegrias do sonho realizado!
Mas.... Acordo!

Sei que nada era real! Mas a ideia ficou... o sonho de a tornar realidade persegue-me durante o dia...
Chega a noite... Novamente o momento de dormir, de sonhar...

Mas o sono foge!As ideias entram turbilhão! Revejo os momentos actuais, o que tenho feito, o que tenho pensado, o que sinto...
Tomo decisões, imagino diálogos, resoluções e soluções... mas... mas.. mas uma vez mais... nada de novo...
Tudo fica igual... o sono vence os pensamentos e a realidade suspende-se por breves horas!
Um novo dia e novas tentativas de decisão chega com a aurora, mas... o silêncio... esse faz mais que a conversa... com ele instala-se o medo, a insegurança e a precipitação...
Um novo dia.. uma nova espera...

Até quando!? Um dia... será que um dia chegará o dia!?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Imaginação

Vislumbro esse teu olhar, sereno, fitando o infinito... Aproximo-me e vejo-me num horizonte paralelo, puxando-te para mim, qual filme, e tomando-te de uma vez em meus braços... Tocando os teus lábio... Imagino o que nunca faria...
Acordo, estou na realidade!
Continuas fitando o horizonte, vejo-te ao longe, não imaginas o que fizemos há instantes... Olhas-me e sorris-me com tua inocência, tua bondade!
Tudo em ti é simplicidade! Tudo em ti é único!
Vejo-te...
Imagino-me a teu lado... Nada mais poderia fazer senão isso...
Fujo com os sinos tocando a rebate, vou para o meu refugio, aqule vasto manto que é o rio... Ali na sua beira, posso ser eu e eu só... Ali me perco em meus pensamentos e me encontro, só eu e mais eu...
Queria-te ali junto a mim, de mão dada, é certo, mas sei que ali não estás...
Um dia quem sabe... um dia to direi... um dia to mostrarei...
Deixo-me ficar naquela melancolia que o rio me traz, que o rio me confere...
Deixo meus pensamentos fluirem com a corrente, limpo as ideias e abraço o novo dia!
Ergo a cabeça e sigo... os pensamentos vão limpos, as ideias destemidas...
Sigo...
Vou por essa estrada adiante decidido a...

sábado, 24 de julho de 2010

Silêncio

O silêncio que se escuta, faz-me querer sair, ir por aí... Olho para a mochila, mas não a levo, nunca saí de mochila, não seria agora! Saio pelo porta disparado, para a agitação que reina na rua, que reina onde quero estar! Vou sem rumo, para onde os pés me levem, sem pensar no destino, assim é a vontade! Vou e não olho para trás... Não quero ver que não vem comigo quem queria que viesse, prefiro esperar por te ver na altura certa...
Chego àquele sito, onde tanta vez penso ir e nunca vou, a não ser em sonhos... Mas desta vez fui e para ficar algum tempo...
Ao silêncio substituiu-se a agitação, o barulho ensurdecedor da cidade e dos pensamentos mudos que gritam na minha cabeça... Quero calá-los e não sei como... ou melhor, saber sei, mas não quero dar esse passo que seria desastroso! Vou então para onde não me oiço a mim, onde o silênciocse impõe! Onde a sua força é maior que a minha! A Natureza ali reina e dá-me a tranquilidade que o silêncio da casa não dá! Estou ali sozinho e penso em ti, em como queria que ali estivesses... a meu lado.. dar-te a mão... Mas sei que não estás e que não vais estar... espero pela hora em que nunca chegarás....
Desisto de esperar, levanto-me de um pulo e decido tomar uma decisão...
Meto novamente pés ao caminho, rumo por aqui e por ali errantemente, ponderando se a decisão é a mais correcta... mas que remédio senão voltar por onde vim...
Um dia...
Quiçá um dia algo de surpreendente não acontecerá...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Solidão

Solidão de sentir,
Solidão de pensar...
Solidão de ser, tão só qunato é possivel ser no seio da sociedade...
Solidão de estar perdido no meio da multidão imensa que é a vida...
Só...de sentir o que deveria ser partilhado, e ter para si o que deseja não ter...

Solidão... eterna e terna amiga que acomppanha nos momentos cruciais...
Companheira de horas largas... de horas tardias!
Solidão...
Solidão...
Solidão...

domingo, 18 de julho de 2010

objectivo

Procuro-me a cada instante, neste momento de essência perdida, busco em meus sentido o rumo a tomar... a decisão acertada que parece nunca surgir...
Busco o instinto de dizer que agora é a altura, mas ele fugiu... retraiu-se... quero tomar a dianteira, a iniciativa de dizer... de fazer... mas essa força que outrora seria impetuosa, agora é rouca, não se deixa mostrar!
Meto os pés ao caminho, salto os obstáculos, enfrento medos e inimigos... os receios são deixados para trás... ou tentou-se pelo menos...
Chego ao destino, o que me moveu até ali.. quero concretizar o que me moveu.... mas...
A força falta... a voz esvai-se... o sonhos continuam....
Um dia será sempre um dia...

Landscape

Miro a paisagem, essa, que de beleza ímpar não tem dono!
Abraço-a com o olhar, do mesmo modo que imagino abraçar-te...
Sinto a brisa que sopra, como o teu perfume, o sol como teu sorriso... e o olhar... esse fica por conta do rio... com sua profundidade... imensidão e tranquilidade...
És minha paisagem de sonhos distantes... Sonhos perdidos, transformados... Sonhos não sonhados, idealizados....
Vejo-te... Vejo-me... Perco-me... Encontro-te... Toco-te.. Perco-me de novo...

Retrato

Seguro uma folha de papel em branco, nela tento traçar um esboço, mas o lápis falha-me, apenas me saem alguns traços...
Podia ser o esboço de alguém, mas não, não é o esboço de alguém, é o esboço de ninguém, daquele ninguém que o traça... Revejo-me como num espelho, naquelas vazias linhas traçadas a carvão esbatido...
O seu esbater faz-me desaparecer.. e.. oh!!! como o queria!!! Ser linha de carvão em folha de papel, redesenhar-me e desaparecer a cada instante... a cada vontade...

terça-feira, 15 de junho de 2010

senseless

Fazia-se sentir um frio de enregelar naquela escura viela, todos andavam apressados, de olhar no chão, e gola subida. Era Verão, mas ele não se fazia sentir! Todos olhavam de alto abaixo a juventude exuberante que se fazia desfilar de casaco desabotoado e calças rotas… Os “Velhos do Restelo” que sempre ali andaram, nunca imaginaram que o mundo atingisse aquele tal despudor, nem nos seus piores pesadelos! Agora, a juventude, seguia em pleno Verão de chinelo, calção e minissaia! Quem poderia imaginar tal despudor!?
Sigo por uma rua, mais movimentada, parece ser uma avenida, aqui faz calor! Aqui há Vida! Aqui tudo faz mais sentido… vejo-a! A vida ganha novo sentido, o Sol parece aquecer os corpos e dar nova luz ao Mundo! Surgiu ela e tudo muda de visão! Mas onde estaria ela para que tudo ficasse tão cinzento? Pego-lhe pela mão, não a quero deixar fugir, o Mundo merece ser um espaço feliz!